Acidente grave deixa quatro mortos e cinco feridos, da mesma família, no Anel Rodoviário, em BH
Van tinha 10 mulheres da mesma família, além do motorista, e se chocou contra caminhão, que estava parado na faixa da esquerda da pista.
Subiu para quatro o número de vítimas fatais no grave acidente no km 477 do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, na madrugada desta sexta-feira (19). A batida aconteceu na altura do bairro Engenho Nogueira, na Região da Pampulha.
De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a quarta vítima morreu a caminho do hospital. Outras cinco feridas seguem internadas.
Segundo a Polícia Militar Rodoviária, uma van bateu em uma carreta, que estava quebrada na pista, parada na faixa da esquerda.
O Corpo de Bombeiros prestou os primeiros atendimentos aos feridos e constatou que havia 11 pessoas na van.
De acordo com balanço preliminar, no veículo estavam 10 mulheres da mesma família – entre irmãs e primas –, além do motorista. Duas passageiras e ele morreram na hora.
“Neste tipo de colisão a gente tem o painel [do veículo] que acaba prendendo os membros inferiores das vítimas. O trabalho foi fazer a retirada das ferragens que estavam sobre as vítimas, principalmente as vítimas que estavam mais à frente: motorista e a passageira que estava ao lado. As vítimas que estavam mais atrás, a retirada foi mais tranquila”, contou o tenente do Corpo de Bombeiros Leonardo Botelho.
Seguiam viagem para Foz do Iguaçu
Ainda segundo os militares, o grupo seguia para o Aeroporto de Confins em uma viagem para Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, no Sul do Brasil.
O motorista do caminhão estava descendo da cabine para colocar a sinalização de alerta de que o veículo estava estragado. Neste momento, a van acabou colidindo na lateral do veículo. Por causa da chuva na região, a pista estava molhada.
O condutor do veículo pesado, de 49 anos, fez teste do bafômetro, mas nada foi constatado. Ele iria prestar depoimento no Detran-MG.
Das passageiras vítimas do acidente, apenas duas não precisaram de atendimento médico. As demais foram socorridas.
A aposentada Maria Emília Moreira foi a única que estava no banco da frente e não se feriu.
“Essa viagem estava marcada há muito tempo por causa da pandemia e aí foi adiando, adiando. Agora foi marcada pra hoje. Às 5 horas e 20 minutos nós iríamos pegar o voo, a gente estava indo com bastante calma, com bastante tempo pra não ter correria. Infelizmente, o caminhão estava parado na esquerda sem sinalização nenhuma”, disse a sobrevivente.
Às 7h, o tráfego no sentido Vitória (ES) foi totalmente liberado